Fichamento Não-Objeto
O texto de Ferreira Gullar funciona como um guia que explica como a arte chegou ao conceito de Não-Objeto. Ele mostra que a arte, através de exemplos históricos, rompeu com as regras de ficar presa em molduras de quadros ou sobre pedestais. A ideia principal é que o Não-Objeto surge quando o artista destrói a ideia do objeto tradicional, convidando o espectador a participar da obra, tornando-se parte dela. Essa interação ativa é o ponto crucial do Não-Objeto: ao sair do pedestal ou do quadro, a obra se abre para ser tocada, modificada e experimentada por quem a vê.
O que torna o Não-Objeto especial, conforme Gullar, é que ele não tem uma utilidade prática ou um nome fixo, fugindo do que é considerado "útil" no dia a dia. Isso significa que ele existe apenas como ele é, sem precisar ter uma função como a de uma cadeira ou um copo. O valor dele está em sua própria existência e na experiência que ele proporciona, como acontece com os Bichos de Lygia Clark ou os Parangolés de Hélio Oiticica. Eles são inúteis de um jeito útil, pois seu objetivo é apenas ser arte e gerar entendimento.

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